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A Alegoria da Caverna, apresentada pelo filosofo grego Platão em uma de suas obras mais importantes, A República, seria parte de um diálogo entre Glauco, o irmão de Platão, e Sócrates, o mentor de Platão, narrada pelo próprio Sócrates. Quando relacionada com o capítulo que a sucede, Analogia da Linha Dividida, e com o capítulo que a antecede, Analogia do Sol, a Alegoria da Caverna é entendida como tratando da percepção do mundo a nossa volta.

Platão, com esta alegoria, ou mito, pretendeu mostrar as diversas formas do ser humano apreender a realidade e o esforço requerido para “lutar” pela verdade. As diversas fases por que passa o escravo e a diversidade de objectos (sombras, objectos reais, Sol, …) mostram que há várias maneiras de captar a realidade e de enformarmos o mundo em função do que sabemos e do que queremos que seja a Realidade ou “Verdade”.

A primeira fase da obra mostra quão agrilhoados estamos aos nossos preconceitos e “pseudo-verdades absolutas”; que tudo aquilo que julgamos ver afinal não é mais do que o que nos fizeram ver, porque é óbvio e vantajoso. Se não dermos um salto de conhecimento para reconhecer que afinal o que pensamos ser verdades absolutas são meros conceitos, jamais saberemos mais sobre seja o que for.

De acordo com a apresentação de Platão, Sócrates teria respondido aos questionamentos de Glauco, quanto a influência da educação na natureza humana, descrevendo um aglomerado de pessoas que tem vivido acorrentadas desde a infância, encarando uma parede vazia, incapazes de ver uns aos outros ou a si mesmos. Estas pessoas assistem sombras projetadas na parede vazia, sombras de coisas passando em frente ao fogo atrás delas, e começam a dar nomes a estas sombras. Entre as pessoas e o fogo há uma pequena parede, que impede que os acorrentados vejam aqueles que passam em frente ao fogo, carregando objetos, mas vejam apenas os objetos se movendo, como em um teatro de fantoches. Ainda, os sons vindos de fora ecoam pelas paredes da caverna, fazendo com que os acorrentados pensem tratarem-se de sons produzidos pelos objetos que parecem mover-se sozinhos.

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Livro: Alegoria da Caverna
Autor(a): Platão
Número de Páginas: 005
Ano: 2017 - Editora: USP
ISBN: Em Trâmite Em Português
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